As facetas da Experiência do Usuário

As facetas da Experiência do Usuário

Publicado por em 04/12/2012.

     

    Em 2004, Peter Morville criou um diagrama para ilustrar as facetas da experiência do usuário, que é especialmente útil para ajudar clientes (e alguns profissionais) a entender por que eles precisam pensar além da usabilidade. Com uma pequena ajuda do pessoal da QLTD, ele desenvolveu o que conhecemos como The User Experience Honeycomb (algo como “Colmeia da Experiência do Usuário”). Você pode ver o diagrama logo abaixo.

    The User Experience Honeycomb

    Essa colmeia consegue servir a vários propósitos ao mesmo tempo. Além de ser uma grande ferramenta para se pensar além da usabilidade, este modelo fornece uma abordagem modular para o web design, o que nos permite explorar além dos limites convencionais e perceber que uma simples mudança de layout pode não ser suficiente para resolver os problemas do nosso site ou aplicação.

    Abaixo, temos uma explicação sobre cada um dos favos da colmeia.

    • Utilidade. Não devemos nos contentar em colorir o desenho proposto pelo cliente. Como profissionais, precisamos ter coragem e criatividade para questionar a utilidade dos produtos que projetamos, e aplicar nosso conhecimento para definir soluções inovadoras;
    • Usabilidade. A facilidade de uso não deixa de ser essencial, porém uma interface focada simplesmente em uma boa interação humano-computador não contempla todas as necessidades dos usuários. Em suma, a usabilidade é necessária, mas não suficiente;
    • Desejo. Nossa busca pela eficiência deve ser equilibrada pela apreciação do poder e valor de uma imagem, identidade, marca e outros elementos do design emocional;
    • Encontrabilidade. Devemos nos esforçar para criar uma boa navegação, aonde os conteúdos são facilmente localizáveis, para que sempre os usuários possam encontrar o que precisam;
    • Acessibilidade. Assim como existem prédios com elevadores e rampas, nossos sites devem ser acessíveis a pessoas com deficiência, ou com algum tipo de necessidade especial (mais de 10% da população);
    • Credibilidade. Graças ao Web Credibility Project, podemos entender melhor quais elementos do design influenciam a credibilidade do nosso projeto aos olhos do usuário;
    • Valioso. Nossos sites devem acrescentar valor para os stakeholders. Para organizações sem fins lucrativos, a experiência do usuário deve avançar a missão. Para organizações que visam o lucro, deve contribuir para satisfazer as necessidades e otimizar a satisfação do consumidor.

    Fonte: semanticstudios.com

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    Publicado por

    Edu Agni

    Edu Agni é designer especialista em experiência do usuário, e trabalha há treze anos nas áreas de design e usabilidade, já tendo passado por agências de design e marketing esportivo, fábrica de software, portal de conteúdo e startups. Atualmente é UX Designer na ContaAzul, curador da área de design da Campus Party Brasil e fundador da Mergo, empresa focada em cursos na área de UX.

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